Que os filhos não são nossos estamos mais do que convencidas!
A nós apenas nos cabe ser colo, abrigo e leme, preparando-os para o Mundo.
A nós apenas nos cabe ser colo, abrigo e leme, preparando-os para o Mundo.
Dar-lhes asas, ensinar a voar e ajuda-los a deixarem o ninho...
E ás Mães? Quem as prepara para perderem as asas?
Em cada filho que se desapega, é uma mãe que fica orfã.
Orfã de cuidar, de proteger e amparar.
Orfã de um amor que só ela tem e sabe dar, insubstituível!
E orfãs vão envelhecendo, perdidas em memórias, por vezes em lares que não os seus, rodeadas de outras mães orfãs, até se tornarem também elas... memórias!
E quem as ensina?
A desapegar, deixar ir, largar?
Como se pode pedir a uma mãe que perca a afeição, que se desinteresse, que seja indiferente?
Como se aprende a deixar de ser Mãe?
A todas as Mães que, orfãs de filhos, são incapazes de deixar de ser Mães!
