terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A cicatriz feita tatuagem

Aos 30 anos decidi ser irreverente! Coloquei um piercing no umbigo...

Aos 40 anos decidi ser ainda mais irreverente! Quis fazer uma tatuagem...
Queria marcar no corpo a minha história de amor, celebrando o dia em que fui mãe! Não a cheguei a fazer.

Fi-la aos 41 anos, sem a desejar. Uma tatuagem que marcará para sempre o meu corpo e que me lembrará para sempre o dia em que não fui mãe...

Uma marca que apesar de discreta e "perfeita" me obriga a lembrar diáriamente que um dia, o meu corpo pode me trair novamente e, de uma hora para outra, me obrigar a conviver com a perda da vida que julgamos ser normal.

O meu seio ficou diferente, mais pequeno, mas as minhas metas, os meus sonhos e os meus projetos ficaram agora muito maiores!

Não nego todos os medos, anseios e dúvidas que me perseguem nos momentos de maior fragilidade, mas, agarrando-me à fé e às terapias que fui descobrindo e que me ajudam a fortalecer o meu Eu, e não o meu Ego, recupero...

Recupero e vem de súbito uma vontade de não perder um minuto sequer da vida e “agarrar o touro pelos cornos”.

O ser humano tem uma capacidade incrível de se adaptar a novas situações.

Tive uma segunda chance de viver!

Estou viva, e com uma cicactriz feita tatuagem!









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