29 de janeiro de 2014.
Foi em puro estado de choque, debaixo de um enorme céu estrelado, de um luar frio e tremendamente extasiante, que regressei a casa, depois da consulta que mudaria, para sempre, o rumo da minha vida.
A curta distância que separava o hospital de minha casa, foi feita em silêncio emocional.
Sozinha no carro, o vidro do pára-brisas transformou-se de imediato, numa enorme tela de cinema na qual, eram projetadas à velocidade da luz, imagens de vidas, amores e receios!
No rádio, a música completava a banda sonora do filme da dura realidade!
A letra, que no início provocou em mim dor, muita dor... Dor da perda, dor da derrota, aos poucos foi-se tornando hino de guerra!
Guerra contra algo que eu não permitiria que me derrubasse!
Guerra contra algo que eu não pedi!
Guerra contra um inimigo que se escondia dentro de mim e com o qual eu teria de lutar com todas as minhas forças.
E desta forma, cantando alto e de forma louca, prometi:
"Vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
Para olhar para ti
De agora em diante, não serei distante
Eu vou estar aqui"
Chorei, chorei muito, mas a partir dessa noite fria de inverno, e após percorridos 20 quilómetros de memórias, decidi não chorar mais.
Estava decidida a ser a autora do guião da minha vida!
Porque, O TEMPO NÃO PÁRA!

Sem comentários:
Enviar um comentário